O fracasso de um plantio quase sempre começa onde não estamos olhando: debaixo da terra.
Hoje, 15 de abril, é o Dia Nacional da Conservação do Solo. A data, oficializada pela Lei nº 7.876/89, homenageia Hugh Hammond Bennett, o “pai da conservação do solo”. Para a ELO, esta é uma oportunidade de lembrar um caso marcante vivido pela nossa diretora, Joema Carvalho, durante seu doutorado.
Na época, uma pessoa pediu o auxílio de Joema pois não entendia por que, após três tentativas de plantio, o Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD) não evoluía e as mudas morriam.
Ao questionar sobre o ambiente, descobriu-se que era uma floresta aluvial, em uma planície de inundação (área de baixada). Ao analisar a lista de espécies, o diagnóstico foi preciso: das 15 espécies utilizadas, 10 deveriam ter sido descartadas. Elas não toleravam inundação periódica e não pertenciam ao tipo de florestal local.
Esse episódio ilustra o que defendemos aqui na ELO: é preciso pensar sempre no todo, e a elaboração de um PRAD deve ser de forma integrada: vegetação x solo x clima.
Os ecossistemas e sua vegetação típica são consequências diretas do tipo de solo. É essa diversidade que gera a biodiversidade. O solo é um estoque vital de minerais e nutrientes (incluindo carbono) que sustenta toda a cadeia trófica.
Para manejar um ambiente, não existe atalho: é preciso conhecer profundamente a integração entre Solo, Vegetação e Clima.





